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Prevenir e controlar a infecção cruzada é hoje exigência e direito do cliente. Desta forma, a prática diária nos consultórios odontológicos requer dentro das normas atuais , que seja rotina primária a adoção de precauções padrão: tratar todos os pacientes como possíveis portadores de doenças infecto-contagiosas , ou seja, a equipe tem por obrigação realizar uma prática clínica segura adotando os preceitos atuais para o controle da infecção.
Percebe-se hoje em dia um grande interesse com relação ao controle da infecção por parte dos cirurgiões-dentistas e demais profissionais da área da saúde. Apesar de serem enormes as fontes de informação, e talvez em razão disto, persistem ainda muitas dúvidas e preocupações a respeito da correta aplicação do controle de infecção na clínica.
O conhecimento dos princípios e fundamentos a respeito do assunto é de vital importância no momento de tomar decisões no consultório dentário. O objetivo desse trabalho é alertar a classe odontológica para a importância do controle de infecções, através de medidas mínimas de proteção utilizadas em todas as ocasiões de tratamento, como forma de impedir que a própria equipe de saúde atue como vetor na propagação de infecções, colocando em risco a equipe e a comunidade.PRINCÍPIOS BÁSICOS DE BIOSSEGURANÇA
Os cirurgiões-dentistas e sua equipe de trabalho devem ter durante o atendimento dos pacientes uma série de condutas básicas para o total controle de infecção que serão descritas em seguida.
Anamnese
Representa um grande recurso como a primeira barreira de proteção, pois através dela, de forma simples e objetiva, o CD colhe informações importantes sobre a história médica pregressa e atual do paciente.
Paramentação individual ou equipamentos de proteção individual
Gorro: uso obrigatório - deve envolver todo o cabelo e orelhas e ser trocado a cada procedimento.
Ó culos de Proteção: deve ser utilizado pelo CD, auxiliar e paciente. Há a necessidade de serem lavados com sabão no intervalo de cada sessão e em casos de contaminação por secreções desinfetar com agentes químicos próprios como glutaraldeído a 2% por 30 minutos, sob imersão.
Máscara: é a principal medida de proteção das vias aéreas superiores. Deve ser confortável, ter boa adaptação, não tocar nos lábios e ponta do nariz, não ser irritante, não ter odor e ser descartável.
Luvas: são indispensáveis em procedimentos clínicos, cirúrgicos e laboratoriais como a melhor barreira mecânica para as mãos do CD e assistente.Avental: o não cirúrgico deve ser usado somente no consultório e colocado antes de qualquer procedimento, devendo ter mangas longas com punho elástico e cobrir os joelhos.
O avental cirúrgico estéril é colocado com o auxílio da assistente, somente na sala cirúrgica, após toda a paramentação e degermação das mãos.Revestimento para equipamentos
Usa-se filme plástico de PVC que deve ser trocado a cada paciente. Deve ser revestida a cadeira, o encosto da cadeira, a alça do refletor, a alça do equipo, as mangueiras em geral e os botões de acionamento do refletor e da cadeira.
O Paciente e a Biosegurança
Em procedimentos semicríticos o paciente deve estar com óculos de proteção, campos limpos para proteger as vestes e gorro descartável, já em procedimentos críticos, além da proteção acima citada, o paciente deve estar com roupa cirúrgica e sapatilhas.
Antissepsia
Em procedimentos semi-críticos constitui basicamente uma boa escovação e bochechos com solução antisséptica, sendo que a mais utilizada é a clorexidina.
Em procedimentos críticos existem a antissepsia intra e a extra- oral. Na primeira, deve ser realizado um bochecho de uma solução antisséptica de polivinilpivolidona (PVPI) a 10% ou mesmo de Clorexidina a 0,12%, enquanto no preparo extra-oral, com a ajuda de um pincel de gaze embebido em solução de PVPI a 10% ou clorexidina a 4%.Esterilização e Desinfecção
A limpeza, esterilização e desinfecção são processos de descontaminação que diferem entre si quanto ao número e ao tipo de microorganismos que são mortos.
Banho de desinfecção ou pré limpeza: o instrumental deve ser imerso em desinfetante do tipo formaldeído, glutaraldeído ou fenol durante 30 minutos.
Limpeza: a escovação manual é o método mais simples e barato, visando proteger as mãos contra eventuais lesões na utilização de luvas grossas de borracha.
Esterilização: os métodos mais utilizados em consultórios odontológicos são por calor seco (estufa) e calor úmido (autoclave), prevalecendo a estufa, devido ao baixo custo e fácil manuseio. Em relação a esta, o Ministério da Saúde recomenda o tempo de 1 hora a 170ºC ou 2 horas a 160ºC. Já a autoclave é recomendada a pressão de 1 atm a uma temperatura de 121ºC, durante 20 minutos. É importante ressaltar que instrumentos que não podem ser repetidamente submetidos ao processo de esterilização pelo calor e que não são descartáveis têm no glutaraldeído a 2% ou a 3,2% a melhor alternativa como esterilizante, devendo o instrumento permanecer em contato com o produto por 10 horas e durante 30 minutos quando o objetivo for a desinfecção.Não podemos esquecer que antes do uso esses instrumentos devem ser lavados com água destilada estéril ou álcool para a remoção do desinfetante.
Ainda em relação aos instrumentais, após o processo de esterilização e desinfecção, estes devem ser guardados em gavetas se estiverem devidamente empacotados e as bandejas necessitam ser submetidas à esterilização e trocadas a cada paciente atendido.
Limpeza e Desinfecção de brocas e pontas: após lavagem e secagem, devem ser desinfetadas em glutaraldeído por 30 minutos e em seguida lavadas com água destilada ou álcool a 70%. Brocas e pontas utilizadas em processos críticos devem passar pelo mesmo processo e em seguida esterilizadas preferencialmente em autoclave.Conclusão
É imprescindível citar algumas doenças que podem ser transmissíveis na ausência da biosegurança. Dentre as principais e de maior gravidade temos: TUBERCULOSE, HERPES SIMPLES (HSV-1) ou HERPES LABIAL, HEPATITE A, B OU C e a AIDS (SIDA). Portanto, se todas as etapas de biosegurança forem seguidas com critério, podemos dizer que estamos realizando um ótimo controle de infecção em nossa rotina diária de trabalho, assegurando, portanto, a saúde do paciente, nossa e da equipe.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Para contratar uma ACD, uma THD, um TPD ou qualquer outro associado à Odontologia, é preciso avaliar as necessidades de seu consultório ou clínica.
Verifique se realmente existe essa necessidade analisando a quantidade de pacientes que você tem, o tipo de serviço, a quantidade de próteses, os horários de sua agenda enfim, o movimento do seu local de trabalho.
Esses profissionais podem colaborar muito para a melhora do andamento de seu consultório.
Lembre-se também que a admissão deve ser feita segundo as normas da legislação trabalhista.
Portanto, pesquise e faça um bom planejamento para tomar as decisões corretas.
A seguir apresentamos os procedimentos mais comuns na área odontológica que cada um desses profissionais podem realizar segundo as disposições da Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia:
THD - Técnico em Higiene Dental: sob a supervisão do cirurgião-dentista, além de executar também as atividades de atendente de consultório dentário, pode desempenhar as seguintes funções:
* Participar do treinamento de atendentes de consultórios dentários;
* Colaborar nos programas educativos de saúde bucal;
* Colaborar nos levantamentos e estudos epidemiológicos como coordenador, monitor e anotador;
* Educar e orientar os pacientes ou grupos de pacientes sobre prevenção e tratamento das doenças bucais;
* Fazer a demonstração de técnicas de escovação;
* Responder pela administração de clínica
* Supervisionar, sob delegação, o trabalho dos ACDs;
* Fazer tomada e revelação de radiografias intraorais;
* Realizar testes de vitalidade pulpar;
* Realizar remoção de placas e cálculos supragengivais;
* Executar a aplicação de substâncias para a prevenção de cárie dental;
* Polir restaurações, vedando-se a escultura;* Proceder à limpeza e à anti-sepsia do campo operatório, antes e após os atos cirúrgicos;
* Remover suturas;
* Confeccionar modelos e
* Preparar moldeiras.TPD - Técnico em Prótese Dental: Com a devida habilitação, o profissional poderá:
* Montar, incluir, polimerizar e executar o acabamento de dentaduras;
* Confeccionar pontes fixas e móveis em modelos de laboratório;
* Confeccionar blocos restauradores;
* Confeccionar jaquetas;
* Confeccionar grampos de apoio e retenção;
* Consertar peças protéticas e
* Confeccionar aparelhos ortodônticos, ortopédico-maxilares e prótese-maxilo-faciais.ACD - Atendente de Consultório Dentário: Sob a supervisão do Cirurgião-Dentista ou do THD as seguintes tarefas:
* Orientar os pacientes sobre higiene dental;
* Marcar consultas;
* Preencher e anotar fichas clínicas
* Manter em ordem arquivo e fichário;
* Controlar o movimento financeiro;
* Revelar e montar radiografias intra-orais;
* Preparar o paciente para o atendimento;
* Auxiliar no atendimento ao paciente;
* Instrumentar o cirurgião-dentista e o THD junto à cadeira operatória;
* Promover isolamento do campo operatório;
* Manipular materiais de uso odontológico;
* Selecionar moldeiras;
* Confeccionar modelos em gesso;
* Aplicar métodos preventivos para controle da carie dental e
* Proceder à conservação e à manutenção do equipamento odontológico.Bibliografia
BRASIL,MINISTERIO DA EDUCAÇÃO.Resolução CNE/CEBnº04/99.
BRASIL,CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA.ResoluçãoCFO157.
BRASIL,CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO.Parecer nº540/76.