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Pacientes especiais (diabéticos, síndromes, hepatite, cardiopatias, etc.)
O atendimento a pacientes com necessidades especiais requer de início averiguar quais cuidados especiais este paciente precisa e para isso é necessário conhecer a patologia que sofre o nosso paciente.
Podemos dividi-los em:
A- Portadores de Síndromes
B- Portadores de Doenças Sistêmicas
C- Portadores de Deficiência Física, Mental e/ou Motora.Se as pessoas consideradas normais possuem medo, receio de ir ao Dentista imagine os pacientes que já estão fragilizados por possuírem outros problemas de saúde e passarem por tantos médicos e tratamentos diferentes antes de ir ao Dentista.
A seguir trazemos alguns cuidados que o profissional deve tomar no atendimento a este tipo de paciente. O mais importante é condicionar o paciente, criar uma empatia entre você e seu paciente portador de necessidades especiais, sempre explicando o seu procedimento por mais que se imagine que ele não o está entendendo, porque, ele pode até não entender, mas a sua postura, o seu tom de voz são importante para ele se sentir bem cuidado.
A- Portadores de Síndromes:
Existem vários tipos de Síndromes e cada uma delas com uma característica bucal diferente. Alguns tipos são agravados por certos comprometimentos sistêmicos e por isso devemos estar atentos, antes de fecharmos o plano de tratamento.
Além de conhecer a síndrome é necessário estabelecer um vínculo com este paciente, além de um condicionamento especial para cada caso, evitando assim a necessidade do encaminhamento desse paciente para tratamento sob anestesia geral.
Nos casos em que a contenção for indicada devemos solicitar ao responsável pelo paciente que assine um termo de consentimento autorizando a utilização deste método para evitarmos problemas futuros.
B - Portadores de Doenças Sistêmicas:
Como sempre devemos conhecer a patologia do paciente e suas conseqüências na cavidade oral. Além disso, antes de qualquer procedimento é importante averiguar se é preciso o uso de medicações e anestésicos especiais antes ou durante o tratamento, indicadas para cada caso, evitando assim o risco de complicações no trans e pós operatório.
Sempre que necessário, pedir avaliação médica se tiver uma desconfiança da situação de saúde do paciente.
Pacientes grávidas com necessidade de tratamento odontológico deve-se tentar concentrá-lo no segundo trimestre de gravidez, adiando o que for possível para após o parto e mantendo tudo sob rígido controle para evitar qualquer risco maior.
Atenção e cuidado com vaso constritores e flúor em excesso.
Pessoas que sofreram cirurgias cardíacas necessitam de profilaxia antibiótica antes de qualquer procedimento que envolva sangramento para diminuir o risco de uma Endocardite Bacteriana.
No caso de portadores de doenças como AIDS, Hepatite, enfim doenças de alto risco de infecção devemos intensificar os procedimentos de biosegurança para evitar infecção cruzada.
C - Portadores de Deficiência Física, Mental, Motora e/ou Sensorial:
Mais uma vez há necessidade de conhecer a deficiência.
Os Deficientes Mentais poderiam seguir o protocolo de atendimento dos Sindrômicos com termo de consentimento na necessidade de contenção e condicionamento adequado ambulatorial, evitando ao máximo, a indicação para tratamento sob anestesia geral.
O cuidado com Deficientes Físicos e Motores se baseia na contenção daqueles com movimentos involuntários ou apenas a falta de controle dos membros, para o conforto do próprio paciente (no caso da queda de uma perna do assento, o indivíduo sendo incapaz de voltá-la a posição pode se constranger).
Na ausência de algum sentido é sabido que os demais se apuram. Assim, se para todo mundo o barulho da alta rotação incomoda e assusta, imagine para alguém que não enxerga o que está fazendo este barulho. Por isso é tão importante e necessário o estabelecimento do vínculo de confiança entre o profissional e o paciente e estar explicando tudo o que vamos fazer e o que vai acontecer.