O que fazer: Na educação continuada

Aqui cabe esclarecer que esses três tipos de cursos têm objetivos diferentes. A Especialização é mais voltada para a prática clínica, na qual o profissional especializado adquire um maior conhecimento para resolver os casos mais complicados dentro de sua área de atuação. O Mestrado tem o objetivo de formar professores que podem trabalhar tanto em faculdade, como também dar aulas em cursos de aperfeiçoamento ou especialização. Finalmente, o Doutorado tem o seu foco voltado para a pesquisa, ou seja, para a produção de conhecimento em determinada área da ciência (odontológica, no caso). A confusão que se faz é por duas razões: uma porque muitos profissionais fizeram Especialização, Mestrado e Doutorado, um em seguida do outro; a outra porque, segundo a resolução CFO-08/1999, o profissional que tem o título de Mestre ou Doutor numa área da odontologia pode fazer um requerimento solicitando o título de especialista naquela área, junto ao Conselho Federal de Odontologia. A Especialização está regulamentada pelo CFO enquanto o Mestrado e o Doutorado são regulamentados pela Capes (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) do Ministério da Educação.
Muitos profissionais recomendam que os recém formados dêem um tempo de 1,5 a 2 anos depois da graduação, para começar uma especialização com um pouco mais de experiência clínica para conseguir ter um aproveitamento melhor do curso. Dependendo do rumo que se queira dar para a carreira (na área de ensino ou de pesquisa), o profissional pode fazer Mestrado ou Doutorado ao mesmo tempo, ou depois da Especialização.

Não. Dependendo da disponibilidade de tempo e/ou dinheiro,você deve fazer uma boa seleção dos cursos e congressos oferecidos para escolher aquele que melhor atenda ao seu interesse. Há um número muito grande de cursos disponíveis em diferentes locais. No geral, pode valer mais a pena ir a um congresso de nível internacional, com um investimento maior em inscrição, hospedagem e transporte, do que a vários congressos pequenos na sua cidade. Mas a relação de custo-benefício deve ser sempre bem pesada. Uma boa forma de saber se o professor ou a sua equipe é boa ou não, é buscar referências com colegas que já assistiram a seus cursos. Outra forma, que não exclui a primeira, é assistir a palestras informativas que as regionais da APCD promovem com freqüência. Elas são de baixo custo (algumas até mesmo gratuitas) e dão uma boa idéia das técnicas a serem estudadas com mais profundidade num curso de maior duração. Com o passar do tempo, com o seu aperfeiçoamento numa determinada área da Odontologia e o surgimento de casos mais complicados no consultório, vai se acentuando a necessidade de aprender mais sobre determinada técnica ou para solução de certos problemas, e juntamente com o conhecimento dos professores e suas diferentes técnicas, a seleção dos cursos fica menos complicada.

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