Brasil Sorridente inaugura centro de especialidades Odontológicas da UFRGS
O coordenador nacional de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca, participou, hoje (23), da solenidade de inauguração do Centro de Especialidades Odontológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. O novo CEO, localizado à Rua Ramiro Barcelos, 2492, Campus da Saúde, irá oferecer à população tratamentos de periodontia (gengivas); endodontia (canal); cirurgia oral; diagnóstico bucal e atendimento a pacientes portadores de necessidades especiais. A nova unidade irá funcionar das 9h às 18h, de segunda à sexta-feira.
Com o Centro de Especialidades da UFRS, chega a 458 o número de unidades que oferecem tratamento odontológico gratuito e especializado na rede pública do SUS. O Ministério da Saúde destinou, de 2004 a maio de 2006, R$ 637,6 mil aos CEOs do Rio Grande do Sul.
A unidade da UFRS é classificada como tipo II e possui quatro cadeiras odontológicas para atendimento à população. O mais novo CEO do Brasil Sorridente irá receber do Ministério da Saúde repasse mensal de R$ 8,8 mil para custeio e parcela única de R$ 50 mil correspondente a custos com reforma, ampliação ou construção do espaço físico.
Atendimento - Para integrar o Brasil Sorridente, cada CEO oferece à população cirurgia oral, atendimento a pessoas com necessidades especiais, tratamento de canal (endodontia) e de doenças da gengiva (periodontia). No Brasil, menos de 22% da população adulta e menos de 8% dos idosos apresentam as gengivas sadias. Os dados são do SB Brasil 2003, o mais completo levantamento sobre saúde bucal no país.
Os CEOs também oferecem diagnóstico oral, com ênfase na identificação do câncer de boca. A doença pode ser tratada com sucesso, mas em 65% dos casos é identificada já em fases mais avançadas. A cada ano, cerca de 3 mil pessoas morrem no Brasil por câncer de boca. No país, 30 milhões de brasileiros nunca foram ao dentista.
Até o lançamento do Brasil Sorridente, em março de 2004, apenas 3,3% dos atendimentos odontológicos feitos no Sistema Único de Saúde (SUS) correspondiam a tratamentos especializados. No Rio Grande do Sul, como no restante do Brasil, a quase totalidade dos procedimentos era de tratamento básico, como extração dentária, restauração, aplicação de flúor e resina.
Para municípios com centros do tipo I, o Ministério da Saúde destina, mensalmente, R$ 6,6 mil para custeio, além de R$ 40 mil em parcela única, correspondentes a custos com reforma, ampliação ou construção do espaço físico. Já as unidades tipo III, a verba destinada para construção ou adequação do espaço físico é de R$ 80 mil e o custeio mensal da unidade, de R$ 15,4 mil.
Todos os cidadãos têm direito aos serviços oferecidos pelos CEOs, mas, para isso, precisam ser atendidos previamente pelas equipes de atenção básica, postos de saúde e unidades básicas de saúde.
Os pacientes não marcam consultas diretamente nos centros. As equipes
de saúde avaliam a gravidade do procedimento e agendam a consulta, em
nome do paciente, no centro de especialidades. As unidades dão continuidade
ao trabalho feito pelos profissionais do programa Saúde da Família
(PSF).
Ações - Além do atendimento nos CEOs, o aumento das Equipes
de Saúde Bucal (ESBs) integradas ao Programa Saúde da Família
(PSF) é outra prioridade do Programa Brasil Sorridente. Cada ESB é formada
por um dentista e um auxiliar de consultório dentário, no caso
das equipes da modalidade I. Na modalidade II, há também um técnico
em higiene dental.
As ESBs desenvolvem atividades preventivas, educativas, aplicação de flúor, resina, extrações e restaurações. Elas também fazem diagnóstico de câncer de boca, um dos principais problemas da saúde bucal no país. As ESBs são responsáveis também por encaminhar pacientes que necessitem de atenção especializada aos CEOs, nas regiões com serviço disponível.
De dezembro de 2002 até agosto de 2006 foram implantadas no país 9.983 novas ESBs, chegando a um total de 14.597 ESB atuando em 4.189 municípios. Nesse mesmo período, o número de população coberta pelo serviço das ESBs aumentou de 43 milhões para 71 milhões.
O Rio Grande do Sul possui 478 ESBs atuando em 292 municípios (58,9% dos municípios do estado). Os recursos investidos, de 2003 a julho de 2006, chegaram a R$ 23 milhões. Cerca de 2,3 milhões de pessoas estão cobertas por essas equipes no estado.
Outra medida que integra o Brasil Sorridente é a fluoretação da água dos municípios brasileiros com sistema de abastecimento. Atualmente, 45% das cidades brasileiras têm o serviço.
A aplicação de flúor na água pode reduzir em cerca de 50% a incidência de cáries em crianças. Até janeiro de 2006, o Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias estaduais de saúde, implantou 206 novos sistemas de fluoretação da água de abastecimento público, abrangendo 108 municípios em oito estados e beneficiando 2,4 milhões pessoas.
Fonte Portal do Ministério da Saúde