Saúde bucal ruim é porta aberta para o vírus do HPV

Estudo americano demonstrou que 7% da população entre 14 e 69 anos estão infectados com o vírus. Entenda um pouco da doença e saiba como preveni-la

 

 

Você sabia que uma má saúde bucal ou com alguma doença na boca são mais propensas a contraírem infecções orais pelo virús do papiloma humano (HPV)? Um estudo americano, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, em Houston, apontou que 7% da população entre 14 e 69 anos estão infectados com o HPV. Os que possuíam doença periodontal ou problemas relacionados com os dentes tiveram 51% e prevalência em 28%, respectivamente. O vírus é conhecido por causar verrugas genitais e câncer cervical em mulheres, além de provocar infecções que colonizam a parte de trás da boca (garganta), incluindo a base da língua e amígdalas.

 

O estudo americano apontou ainda que a prevalência do vírus tem aumentado significativamente nas últimas três décadas e que mais homens têm infecção oral por HPV do que as mulheres. Segundo cirurgião-dentista Pedro Augusto Benatti, especialista em periodontia e ortodontia pela Universidade de São Paulo (USP), existem mais de 40 subtipos de HPV que podem infectar a área genital e a garganta. “O subtipo mais frequente de HPV tonsilar (da garganta) é detectado HPV-16, de alto risco para câncer da orofaringe. Cerca de 2/3 dos cânceres de orofaringe têm DNA do HPV em si. No entanto, a infecção ocorre em cerca de 1% de homens e mulheres”, explica.

 

O vírus é adquirido, principalmente, por contato sexual. O risco de infecção aumenta com os comportamentos e com o número cada vez maior de parceiros ao longo da vida. “Com 20 ou mais parceiros sexuais ao longo da vida, a prevalência da infecção oral por HPV atinge 20%. Fumantes também estão em risco maior que os não-fumantes”, explica o especialista. Não há sintomas específicos da infecção. Muita gente não percebe que estão infectadas e podem transmitir o vírus para um parceiro (a). Alguns sinais podem apontar que há algo errado: problemas na deglutição, tosse com sangue, nódulo no pescoço ou no rosto, rouquidão. “Mas vale lembrar que são sintomas já tardios da doença. O melhor é sempre apostar na prevenção. O cirurgião-dentista está preparado para detectar qualquer anormalidade na boca. Por isso, visite o profissional a cada seis meses. Também use preservativos nas suas relações, inclusive no sexo oral. Essa é uma importante arma contra a doença”, finaliza Pedro Benatti.

 

 

Fonte: WWW.SEGS.COM.BR

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